quinta-feira, 22 de julho de 2010


Primeiro a circunstância. Logo, você automaticamente julga se é boa ou ruim. Na maioria das vezes, mesmo sabendo que abrange outras pessoas, outros destinos, não pára para pensar se será benéfico ou não para as pessoas inclusas, mas claro, pensa imediatamente se é benéfico para você. Depois da auto-classificação, ou você se torna vítima ou privilegiado. Talvez nem se encaixe numa dessas duas, talvez se torne acusador. Quando tudo vai de mal a pior, quando não há jeito de mudar essa circunstância e simultâneamente, se for maléfica e irremediável, surgirá a sensação de vitimada. Isto é, "eu não merecia isso... eu não sei se consigo, eu não... eu..." Não é questão de merecimento. Se você estiver passando por algo, qualquer que seja a dimensão do problema, não adianta chorar, ou não enxergar o óbvio a frente. Deus não dá peso maior a cruz das pessoas do que elas suportarão.Mas a pergunta primordial é "Você é vítima ou finge ser?" Se quer saber, ambos diferem imensamente.
E o privilegiado é certamente aquele que tem o rei na barriga, o ego maior que o olho, ou que seja. A verdade é que, não se importa nem um triz com os outros, estando ele bem. Não confunda auto-estima com egoísmo, pois ambos possuem proporções distintas. E sendo próprio de sua atitude, vai escolher o que melhor convir-lhe, ou usando palavras mais diretas, o que mais beneficiar, mesmo que não beneficie a mais ninguém.
E a sobra: o acusador. Muitas vezes de vítimas, passamos a ser acusadores. Não sei o pior, acusador ou egoísta, e nem cabe a mim saber, já que há atos em que possamos sê-los e não enxergamos. Como sempre, as circuntâncias quem diga. Acusar tem uma breve associação com "dedo na cara", culpar alguém, ou algo, talvez até sem evidências. Porém como diz uma velha música: "Não quero ser vítima das circunstâncias" E muitas vezes nos fazemos de vítimas, sendo que não somos acusados, e logo, sem perceber, acusamos a má sorte, o tabu, o modo com que as coisas foram encaminhadas, enfim, algo sempre costuma a ser acusado. Deve, portanto, respeitar a decisão, mesmo que seja a mesma, de gênero egoísta, pois do mesmo modo, estaremos sendo acusadores.

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