terça-feira, 14 de setembro de 2010

As variedades da Jéssica.
Existe aquela Jéssica meiga, que sabe respeitar as pessoas, as opiniões, e fica quieta na dela. Existe aquela raivosa, que se sente no direito de reclamar, mesmo que não haja nada para aceitar as tais reclamações e responde com raiva!
Existe aquela Jéssica feliz, que vive bem com a vida, e jamais deixa o tapete antiderrapante escapar dos pés. Mas existe aquela mesma Jéssica, melancólica e as vezes triste, pelas peças que a vida prega, e pelos desafios que ela não sabe a resposta certa...
Também existe mais variedade. Desde daquela que fala muito, tagarela, e tagarelando não pára jamais. E então, existe aquela que prefere o silêncio, que em vez de cultivar o poder da fala, prefere o do silêncio e observação. Acho que a segunda sabe muito mais o que acontece em meio das pessoas.
Existe quem diga, que há uma Jéssica, tonta. Não sinceramente tonta, mas fala coisas absurdas e sem nexo. Mas também há uma perspicássia, na qual cutua bons livros, ama o meio ambiente, estuda as vezes por prazer ou não!, lê jornais revista etc.
No amor, é uma contradição. Ama demais, se apega, lança, o aceita. E encontra a contradição no fato de ter repentinas melancolias, e odiar melancolia. Mas no fundo, adora um "eu te amo" e como resposta "eu te amo mais" mas tem uma certa timidez em exprimir, por se sentir fraca, mas sabe que é mais forte por isso.
Sabe coincidir quando há cócegas no coração, e por isso, nada mais é, a verdade dos sentimentos.
Há uma Jéssica forte, capaz de desafiar o amor, o destino, o futuro, a verdade e tudo entre os mais. Mas há uma a fraca, que deixa ser movida por sentimentos, e que tem um enorme medo do futuro.
E assim, vai se formando algumas Jéssicas, com algumas características antagônicas, mas que apesar de tudo, com a união, fazem formar o que se tem aqui: uma Jéssica que ama, evitando, que diz, ouvindo, sabe, não sabendo, chora, de alegria e o mesmo ao contrário, entende, desafiando, arranja, de última hora, encontra, perdendo, perde, ganhando e assim, apesar de tudo, sabe que uma característica não a torna, necessariamente, o que tem de ser. Se quer saber a verdade, é repleta de oposições.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

E pára. Não só as respirações, não só os corações. Um fato leva o outro, e assim o efeito dominó devastador. Pode matar, pode engordar, pode fazer tudo, até triturar seus mais íntimos sonhos. Ou reavivar.
O coração que jaz aqui, bate, incontrolavelmente e até involuntariamente. Cada rítmo frenético diz, o que acontece no interior, apesar que a aparência, nada mais é do que consequência. Na aparência tudo é mais frio, tudo mais banal, e talvez não mostre, o que de fato, se sucede no nosso íntimo. É fácil rir quando se quer chorar, é fácil disfarçar essa epidemia que se alastra virando um tumor de emoções.
Mas o díficil...
Álias, para constar há tantas coisas dificeis, que faz com que uma coisa mal compreendida, um ato mal feito, uma verdade mal esclarecida, ou uma ilusão, vire pó em segundos e se junta ao espaço cósmico.
O suspiro apaixonado, tudo diferenciado. Uma ordem, um cronograma, um acesso, uma progressão, algo e alguém.
O estado bobo que se fica, a emoção tola que conserva, o flerte invisivel, a vontade, pura vontade e aquela bactéria armazenada no coração, e saiba, o tempo não pode curar, as consequências que nos farão optar se o melhor caminho é estacionar ou seguir em frente.

E sempre haverá um dito cujo, que despertará sentimentos assim. E dói gostar de alguém, dói querer estar perto, porque nunca sabemos o outro lado da moeda.