A chuva que caía pelo meu cabelo, caía por muitos cabelos lá fora.
A chuva que escorria pelos rostos e borrava meu lápis de olho, e que por sinal, demorou pra pegar, caía em muitos rostos lá fora.
E isso que podia estar muitas pessoas se divertindo lá na chuva, com braços abertos e cabeça em direção ao céu, e muitas pessoas se refugiando debaixo de qualquer coisa que impeça a chuva: lojas, supermercados, bares...
Talvez tenha alguns casais apaixonados, na tentativa de um beijo romântico igual ao de Mary Jane e Peter Parker.
Pois é, dia chuvoso e frio. Agora um pouco de drama, o que eu quase não adoro (e um pouco de ironia!): se não construiram a arca de Noé, podem começar, pois o dilúvio está prestes a começar.
Por mais que a chuva venha, deixa o dia nublado e sem as cores que o sol enfatizaria, depois da chuva, o dia sempre volta a clarear.
Aquele céu mais vivo, o cheiro de terra molhada, aah o cheiro de terra molhada! As ruas cintilantes e brilhantes, tudo passa por uma transformação.
Até a água escorrendo do telhado torna-se algo admirável de ver.
Quando criança, achava que era lágrimas, lágrimas que escorriam do céu.
Enfim, talvez alguns vejam a chuva como algum fenômeno meteorológico, outros vibração ou força da natureza, outros a definem como gotículas de água condensadas que voltam para a superfície terrestre, mas em vez de procurar explicações, definições básicas, prefiro sentir.
Senti-la.
Maaaaaais como minha irmã de diz sempre :"Vale um resfriado, por um banho de chuva",rs.
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