
Dois olhos que cortam o ar, bem gélido de uma tarde de inverno. Simultaneamente, dois corpos que sabem a causa de ambas existências.
É fácil aprender a amar, desde que essa seja a natureza do individuo amante. Surge, sem que seja possível interferir. É inconsciente, involuntário, incerto, ininterrupto, impreciso, impulsivo.
Mais fácil ainda, apegar-se à outra pessoa, imaginando-a ter conhecido muito antes de vê-la, ou simplesmente reconhecê-la de sonhos esquecidos.
Fácil ainda é apegar-se como um filho apega à uma mãe. Mas libertar não é deixar de amar, e sim mais um sinal, digno de amor.
Eu não sei definir, a causa ou motivo, mesmo que seja aparente, das pessoas quem amo. Nem sei chegar perto da definição exata. Não posso explicar porquê, pois não há nenhuma razão em especial.
Talvez seja como nas músicas: o amor é irracional.
Sei que entre o espaço de conhecer, e de amar, há muito mais do que qualquer humano possa explicar. Há etapas, desde aquele olhar sadio e inocente, até aquele sorriso reprimido, ou flertes.
E a cada dia mais, parece uma bomba, pronta para explodir. E aquela sensação de que pode ser a qualquer momento, chegando às vezes, virar angústia. Acompanhar o ponteiro dos minutos no relógio, olhar de rabo de olho para a pessoa que você ama, e até perceber suas características e seus atos, captando tudo, até o modo de soletrar as palavras em uma frase, ou reagir com uma piadinha inofensiva.
Ás vezes há desejos íntimos, aqueles sonhos que não são tão essenciais, mas não deixam de ser importantes.
Querer que a pessoa sempre se conserve ao seu lado, nunca te esqueça e que te mime em dias insanos.
Não cutuo esses mitos, nem ao menos interfere em minha vida, mas às vezes chego a acreditar em cupidos com seus arcos e flechas, rostos fofos e cabelos encaracolados e que esse simples ato de colocar a flecha no arco, atirá-lo pelo vento com mira e direção, faz com que sejamos reféns desses rostos angelicais, com suas decisões que mudam toda nossa rotina.
Mas apaixonar é cruel.
As barras de chocolates, latas de sorvetes e todas essas guloseimas afastam a ansiedade que nos incomoda desde o mais fundo de nosso íntimo. Depois que acaba, o que nos resta é ficar formulando várias perguntas, uma em cima da outra, algumas sem nexo, embora outras exprimam inocentemente o que estamos sentindo. Às vezes nos perguntamos porque isso foi acontecer justamente conosco, ou às vezes não achamos merecedores de sentir algo tão forte.
É fácil demais ver alguém nos amando. Mas é uma barra para quem ama.
E quando não sabemos o que o outro sente por nós, surge aquela briga entre a razão e o coração. A razão opta por não fazer nada, e o que o coração quer, é extravasar. E sempre você opta pelo coração, mas para disfarce a razão funciona melhor. E a razão vence.
O amor dói. E é uma dor incurável, pois não é física, é psiquica. Não há bulas, remédios com indicações e contra-indicações, não há.
Mas quem sabe amar, tem sorte. Sorte porque nem todos aceitam o amor como ele realmente é. Alguns o prendem, camuflam e torna-se mais angústia ainda.
Como distinguir?
É uma coisa chata, que te ataca, contra-ataca e te vence. Você fica besta e ao ver qualquer vestígio do seu amor, suas pupilas dilatam, a perna treme, borboletas no estômago, sorrisos bobo, um frio pela espinha, mãos e pés suam e seu olhar não diz nada mais que, você também foi uma vítima do amor.
Como distinguir?
É uma coisa chata, que te ataca, contra-ataca e te vence. Você fica besta e ao ver qualquer vestígio do seu amor, suas pupilas dilatam, a perna treme, borboletas no estômago, sorrisos bobo, um frio pela espinha, mãos e pés suam e seu olhar não diz nada mais que, você também foi uma vítima do amor.
Por isso, apesar de todos os efeitos idiotas e vagabundos do amor, ainda considero:
O amor é um luxo.
que texto LINDO. amei, de verdade *-*
ResponderExcluirParabéns.
oown, obg! *-*
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